Publicado: 5 abril 2021 a las 7:00 pm
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Brasil 05 de abril 2021/Por: RFI/Fonte: https://g1.globo.com/
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Começa nesta segunda-feira (01), a volta as aulas presenciais nas escolas particulares, seguindo as regras de proteção contra a Covid-19 e com 35% dos alunos em sala. Nas escolas estaduais o retorno será na próxima semana. Na foto, alunas se cumprimentam com toque nos pés. — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Uma das primeiras medidas tomadas por governos de todo o mundo no começo da pandemia de Covid -19, em março de 2020, foi o fechamento das escolas. Após um ano, em 73 países os alunos ainda estão fisicamente longe das salas de aula. O Brasil foi um dos países onde as escolas ficaram fechadas por mais tempo e, ainda hoje, 18 estados mantém o ensino apenas de maneira remota, enquanto os outros tentam equilibrar uma forma híbrida entre o presencial e o ensino a distância.
“Isso tem um impacto muito profundo para as crianças e adolescentes”, diz Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil. Ela lembra que apesar de não ser a faixa etária mais afetada pela doença é a que mais sofre com os efeitos indiretos da Covid -19.
“Antes da pandemia, 1,3 milhão de crianças e adolescentes em idade escolar já estavam fora da escola no Brasil. Com a pandemia, os dados mostram uma evasão de aproximadamente 4 milhões de meninos e meninas, ou seja, um total de mais 5 milhões de crianças e adolescentes desvinculados da escola, que não estão participando de maneira regular”, diz a especialista citando dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2020.
O risco, de acordo com Bauer, é que os números da evasão escolar não mudem com o fim da pandemia e a reabertura das instituições, já que, uma vez desvinculadas, as crianças acabam se envolvendo em atividades de trabalho infantil, o que dificulta o retorno. “Isso está nos levando para trás. Já calculamos que isso nos fez regredir duas décadas em número de crianças e adolescentes desvinculados da escola”, afirma.
Bauer defende que a educação remota funciona como uma saída em períodos de pico – como o enfrentado pelo Brasil atualmente – mas não substitui a presencial. “O que essa crise mostra é como a educação presencial é fundamental”, defende, lembrando os meios limitados que dificultam a educação a distância no Brasil. “Tem a barreira da falta de acesso à internet, da falta de equipamentos, da falta de privacidade”, diz.
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Movimentação de estudantes na retomada das aulas presenciais na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) São Paulo, na Vila Clementino, zona sul da capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus (covid-19). — Foto: Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo
Atividade essencial
Uma proposta das deputadas Adriana Ventura (Novo-SP), Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Aline Sleutjes (PSL-PR) para colocar a educação entre os serviços essenciais durante a quarentena está em tramitação na Câmara dos deputados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se adiantou e assinou em março um decreto no mesmo sentido, para a retomada das aulas presenciais, o que acabou gerando pressão para a reabertura das escolas em um momento crítico da pandemia.
Para Bauer, a educação tem que ser realmente considerada como uma atividade essencial. “Por isso dizemos que as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir”, afirma. Um pico como o que atravessamos justificaria o fechamento das escolas. “Você pode fechar uma vez que todas as medidas foram tomadas. Fecham-se os transportes, as praias, escritórios, restaurantes, bares, e todo o resto. Se tudo isso não der certo, então talvez seja necessário suspender por um período as atividades presenciais”, explica.
Não foi o caso no Brasil, onde, durante o ano passado e começo deste ano, a maioria dos estados abriu mão de confinamentos rígidos, mas manteve os alunos longe das salas de aula. A expectativa era de uma volta gradual a partir de janeiro, mas o agravamento da pandemia e a lentidão na vacinação impediram a reabertura das escolas.
Fonte da noticia:
https://g1.globo.com/educacao/noticia/2021/04/05/fechamento-de-escolas-durante-pandemia-fez-brasil-regredir-duas-decadas-em-materia-de-evasao-escolar-diz-unicef.ghtml
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